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18/05/2026 13:46

Projeto Novas Minas oferece 400 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos para moradores de Terra Santa

Município concentra maior diversidade de cursos, incluindo operação de máquinas pesadas, soldagem e construção civil 

Moradores das zonas urbana, rural e ribeirinha de Terra Santa (PA) terão acesso a 400 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos oferecidos pelo Projeto Novas Minas (PNM), da Mineração Rio do Norte (MRN). Destaque para a diversidade de áreas: construção civil, transporte, operação de máquinas pesadas, soldagem e outros. As capacitações incluem bolsa de R$ 960 (pagamento único) no período de formação. As inscrições podem ser feitas até 29 de maio, no Portal de Oportunidades. As aulas terão início a partir de 6 de julho.

O processo seletivo terá prova objetiva, etapas presenciais eliminatórias e classificatórias. Para participar é necessário residir há pelo menos dois anos no município de Terra Santa e ter idade mínima de 18 anos. Os cursos voltados à operação de máquinas exigem ensino médio completo e carteira de habilitação (CNH). Os interessados podem buscar apoio presencial para as inscrições na Escola Municipal José Picanço Bentes. 

Entre as oportunidades oferecidas em Terra Santa, estão 60 vagas para pedreiro, 60 vagas para ajudante de obras, 40 vagas para operador de caminhão basculante, 40 vagas para operador de escavadeira hidráulica, 40 vagas para operador de rolo compactador e 40 vagas para carpinteiro de obras. Além de cursos para bombeiro hidráulico, armador de ferragem, operador de motosserra, operador de trator de esteira e soldador. 

A iniciativa integra as ações do Projeto Novas Minas voltadas à formação de mão de obra no território, ampliando o acesso à qualificação profissional e o desenvolvimento regional. O programa de capacitação do PNM também oferece cursos nos municípios de Oriximiná e Faro, totalizando 1.200 vagas. Acompanhe as atualizações do processo nas redes sociais oficiais da MRN ou consulte os editais, disponíveis no Portal de Oportunidades.

Sobre o Projeto Novas Minas

O Projeto Novas Minas (PNM) é uma iniciativa de transição responsável que assegura a continuidade das operações da Mineração Rio do Norte (MRN) no oeste do Pará pelos próximos 15 anos, com produção anual de 12,5 milhões de toneladas de bauxita. Em fase de instalação, prevê investimentos de R$ 9 bilhões até 2041, garantindo a manutenção de 7,5 mil empregos, dos quais 85% são ocupados por paraenses, além da ampliação dos investimentos sociais, ambientais e de infraestrutura nas comunidades da região. Estratégico para a cadeia do alumínio no Brasil, o PNM fortalece a indústria nacional e reafirma o compromisso da MRN com a mineração responsável, a preservação da biodiversidade amazônica e o desenvolvimento regional.

SERVIÇO

Cursos de Qualificação Profissional – Projeto Novas Minas (PNM)

Inscrições: 18 a 29 de maio de 2026

Bolsa: R$ 960 (pagamento único)

Início das aulas: a partir 6 de julho de 2026

Edital e inscrições: Portal de Oportunidades da MRN

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18/05/2026 13:45

Projeto Novas Minas abre 200 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos para moradores de Faro

Capacitações priorizam áreas de construção e reforma, com foco em geração de oportunidades locais 

A Mineração Rio do Norte (MRN) abriu inscrições para cursos profissionalizantes gratuitos oferecidos pelo Projeto Novas Minas (PNM), voltados aos moradores das zonas urbana e ribeirinha de Faro. Ao todo, são 200 vagas distribuídas em seis cursos, com bolsa de R$ 960 (pagamento único) no período de formação. A iniciativa integra as ações do PNM voltadas à formação de mão de obra no território, ampliando o acesso à qualificação profissional e o desenvolvimento regional. As inscrições podem ser feitas até 29 de maio, no Portal de Oportunidades. As aulas terão início a partir de 6 de julho.

O edital de Faro tem como destaque as formações ligadas à construção e reforma, com 60 vagas para pedreiro, 40 vagas para ajudante de obras e 40 vagas para carpinteiro de obras. Também estão disponíveis 20 vagas para pintor de obras, 20 vagas para armador de ferragem e 20 vagas para operador de motosserra. Os interessados podem buscar apoio presencial para as inscrições na Sede da Secretaria Municipal de Assistência Social e acompanhar atualizações nas redes sociais oficiais da MRN.

O processo seletivo terá etapas online e presenciais, incluindo prova objetiva de língua portuguesa, matemática e conhecimentos específicos. Para participar é necessário residir há pelo menos dois anos no município de Faro, ter 18 anos e escolaridade compatível com cada curso. O programa de capacitação do PNM também oferece cursos nos municípios de Oriximiná e Terra Santa, totalizando 1.200 vagas. Os editais estão disponíveis no Portal de Oportunidades da MRN.

Sobre o Projeto Novas Minas
O Projeto Novas Minas (PNM) é uma iniciativa de transição responsável que assegura a continuidade das operações da Mineração Rio do Norte (MRN) no oeste do Pará pelos próximos 15 anos, com produção anual de 12,5 milhões de toneladas de bauxita. Em fase de instalação, prevê investimentos de R$ 9 bilhões até 2041, garantindo a manutenção de 7,5 mil empregos, dos quais 85% são ocupados por paraenses, além da ampliação dos investimentos sociais, ambientais e de infraestrutura nas comunidades da região. Estratégico para a cadeia do alumínio no Brasil, o PNM fortalece a indústria nacional e reafirma o compromisso da MRN com a mineração responsável, a preservação da biodiversidade amazônica e o desenvolvimento regional.

SERVIÇO

Cursos de Qualificação Profissional – Projeto Novas Minas (PNM)

Inscrições: 18 a 29 de maio de 2026

Bolsa: R$ 960 (pagamento único)

Início das aulas: a partir 6 de julho de 2026

Edital e inscrições: Portal de Oportunidades da MRN

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18/05/2026 13:40

Projeto Novas Minas oferece 600 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos para moradores de Oriximiná

Programa prioriza áreas da construção civil e amplia oportunidades para moradores das zonas urbana e ribeirinha

Moradores das zonas urbana e ribeirinha de Oriximiná (PA) poderão participar de cursos profissionalizantes gratuitos oferecidos pelo Projeto Novas Minas (PNM), da Mineração Rio do Norte (MRN). Ao todo, serão 600 vagas em cursos diversos, com bolsa de R$ 960 (pagamento único) no período de formação. A iniciativa integra as ações do PNM voltadas à formação de mão de obra no território, ampliando o acesso à qualificação profissional e o desenvolvimento regional. As inscrições podem ser feitas até 29 de maio, no Portal de Oportunidades. As aulas terão início a partir de 6 de julho.

O destaque de Oriximiná são 100 vagas para ajudante de obras e 100 vagas para mecânico montador, maior número entre os cursos do município. Também estão disponíveis 80 vagas para operador de trator de esteira e 60 vagas para operador de caminhão basculante, operador de escavadeira hidráulica e eletricista predial. Entre as demais oportunidades, estão pedreiro, carpinteiro de obras, armador de ferragem, bombeiro hidráulico, operador de motosserra e soldador a arco elétrico e oxiacetileno. 

O processo terá prova objetiva, etapas presenciais eliminatórias e classificatórias. Para participar, é necessário residir há pelo menos dois anos no município de Oriximiná, ter idade mínima de 18 anos e escolaridade compatível com cada curso. Os interessados podem buscar apoio presencial nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) Cidade Nova e São Pedro e no Sistema Nacional de Emprego (SINE) de Oriximiná. Para as Comunidades, os locais disponíveis são: Sede da ACOMTAGS (exclusivamente para comunitários do PAE Sapucuá); Salas das associações e Feirinha de Porto Trombetas (territórios quilombolas de Boa Vista e Alto Trombetas II); Barracão da comunidade Tapagem e a escola da comunidade Abuí (território Alto Trombetas I). 

O programa de capacitação do PNM também oferece cursos profissionalizantes nos municípios de Faro e Terra Santa, totalizando 1.200 vagas. Os editais estão disponíveis no Portal de Oportunidades da MRN.

Sobre o Projeto Novas Minas

O Projeto Novas Minas (PNM) é uma iniciativa de transição responsável que assegura a continuidade das operações da Mineração Rio do Norte (MRN) no oeste do Pará pelos próximos 15 anos, com produção anual de 12,5 milhões de toneladas de bauxita. Em fase de instalação, prevê investimentos de R$ 9 bilhões até 2041, garantindo a manutenção de 7,5 mil empregos, dos quais 85% são ocupados por paraenses, além da ampliação dos investimentos sociais, ambientais e de infraestrutura nas comunidades da região. Estratégico para a cadeia do alumínio no Brasil, o PNM fortalece a indústria nacional e reafirma o compromisso da MRN com a mineração responsável, a preservação da biodiversidade amazônica e o desenvolvimento regional.

SERVIÇO

Cursos de Qualificação Profissional – Projeto Novas Minas (PNM)

Inscrições: 18 a 29 de maio de 2026

Bolsa: R$ 960 (pagamento único)

Início das aulas: a partir 6 de julho de 2026

Edital e inscrições: Portal de Oportunidades da MRN

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06/05/2026 16:56

MRN obtém Licença de Instalação do Projeto Novas Minas e abre caminho para estender operações até 2041

Maior produtora de bauxita do país prevê investimentos de R$ 9 bilhões nos próximos 15 anos, com forte contribuição para o desenvolvimento regional

A Mineração Rio do Norte (MRN) obteve, nesta quarta-feira (29), a Licença de Instalação (LI) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o Projeto Novas Minas (PNM), empreendimento que assegura a continuidade das operações no Oeste do Pará. A licença autoriza o início das obras de implantação do projeto e representa um marco no processo de licenciamento ambiental iniciado em 2018. Com o PNM, a empresa prevê investimentos de R$ 9 bilhões entre 2027 e 2041, contribuindo para a manutenção de mais de 6,9 mil empregos e para o fortalecimento da economia regional.

A emissão da LI ocorreu após a manifestação técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que reconheceu não haver impedimentos para prosseguimento do licenciamento, incluindo a análise das questões relacionadas às comunidades quilombolas. O diretor de Sustentabilidade e Jurídico da MRN, Vladimir Senra Moreira, destaca a importância da etapa alcançada: “A concessão da LI confirma a consistência técnica e jurídica do projeto e o compromisso da MRN com a mineração responsável na Amazônia. Esse avanço é resultado de muito trabalho, planejamento, diálogo e respeito às comunidades e às instituições”.

O Novas Minas é um projeto de transição responsável, que estende a operação da MRN pelos próximos 15 anos, com produção anual de 12,5 milhões de toneladas de bauxita. O empreendimento preserva 7,5 mil empregos, sendo 85% ocupados por paraenses, gera de R$ 380 milhões anuais em impostos e contribuições, além de R$ 727,5 milhões em compras locais. “O PNM é decisivo para o futuro da MRN e do Oeste do Pará. Além do efeito econômico em cadeia, ele incorpora as melhores práticas do mercado, aliando inovação, eficiência operacional e responsabilidade socioambiental”, afirma Guido Germani, CEO da MRN. 

Com a licença, a MRN está autorizada a iniciar a implantação do Novas Minas, que inclui a preparação de áreas, construção de infraestrutura operacional, acessos, estruturas de apoio e demais intervenções necessárias para viabilizar a nova fase produtiva. O projeto abrange a mineração de bauxita em cinco novos platôs, Rebolado, Escalante, Jamari, Barone e Cruz Alta Leste, localizados nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro. Para a fase de implantação, estão previstas 2.300 novas vagas de emprego, além da ampliação dos investimentos sociais, ambientais e de infraestrutura nas comunidades ribeirinhas e quilombolas da região. 

Histórico do licenciamento

O licenciamento do Projeto Novas Minas teve início em 2018, com a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), conduzido por consultoria independente, e a realização de audiências públicas em Oriximiná, Terra Santa e Faro. Também foi desenvolvido o Estudo do Componente Quilombola (ECQ), que avaliou os impactos socioterritoriais nas comunidades do Boa Vista e do Alto Trombetas II, incluindo a realização de Consulta Livre, Prévia e Informada, conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Com base nesses estudos, foram estruturados o Plano de Gestão Ambiental (PGA) e o Plano Básico Ambiental Quilombola (PBAQ), voltados à prevenção, mitigação e compensação de impactos, com participação das comunidades e acompanhamento dos órgãos competentes. A Licença de Instalação resulta desse processo técnico e incorpora soluções eficientes, como o método de Disposição de Rejeitos a Seco em Cava, que traz um ganho ambiental significativo. Todas essas etapas contaram com a análise do Ibama, licenciador do empreendimento, e do Incra, interveniente responsável pela anuência do ECQ. 

Pilar da cadeia do alumínio e da economia brasileira

A bauxita produzida pela MRN é insumo essencial para as refinarias de alumina e estratégica para a cadeia do alumínio nacional e para a balança comercial brasileira. Dada essa relevância para a segurança produtiva e competitividade industrial, o PNM é reconhecido como projeto de interesse nacional. “O Novas Minas tem um papel que vai além da MRN. É fundamental para a sustentabilidade da cadeia do alumínio no Brasil, fortalecer a indústria nacional e contribuir para a economia do país. Estamos falando de um projeto estratégico, que conecta produção, emprego, desenvolvimento regional e competitividade industrial”, finaliza Guido Germani.

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09/04/2026 12:44

Diagnóstico participativo fortalece diálogo entre MRN e comunidades e orienta ações socioambientais no Projeto Linha de Transmissão

O Diagnóstico Socioambiental Participativo (DSAP) vem se consolidando como uma importante ferramenta de escuta, planejamento e relacionamento entre a Mineração Rio do Norte (MRN) e as comunidades localizadas na área de influência direta do Projeto Linha de Transmissão (PLT). O DSAP, em conjunto com os impactos identificados no Estudo de Impacto Ambiental, é a base para a estruturação do Programa de Educação Ambiental do PLT.

Desenvolvido a partir de diretrizes metodológicas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e em atendimento à condicionantes socioambientais do Plano de Gestão Ambiental do PLT, o processo busca compreender a realidade socioterritorial sob a perspectiva dos próprios moradores, garantindo que as ações socioambientais sejam construídas de forma mais assertiva e alinhada às necessidades locais.

De acordo com a analista de Relações Comunitárias da MRN, Roselene Breda, o principal objetivo do DSAP é promover uma escuta qualificada e transformar esse conhecimento em iniciativas concretas dentro do Programa de Educação Ambiental do PLT. “O diagnóstico socioambiental participativo funciona como um instrumento de diálogo e fortalecimento da participação social, permitindo que as ações sejam construídas em conjunto com as comunidades, de forma transparente e alinhada às suas realidades”, explicou.

A execução do DSAP abrangeu as 19 comunidades da Área de Influência Direta do PLT, situadas nas regiões dos lagos Sapucuá, Caipuru e Xiriri, além de localidades às margens do rio Trombetas, no município de Oriximiná, oeste paraense. A partir desse processo, já foi possível identificar demandas prioritárias, potencialidades locais e desafios relacionados à implantação do empreendimento, além de fortalecer a organização comunitária e o engajamento dos moradores.

As oficinas de devolutiva, realizadas individualmente em cada comunidade, registraram participação expressiva e a percepção das comunidades reforça a importância do processo: “Foi muito importante para nós, não só para mim, mas para todos os comunitários. Esse momento trouxe mais informação, alertou a gente sobre muitas coisas que, às vezes, a gente não tem acesso. E foi essencial sermos ouvidos”, afirmou Cleudivaldo Barbosa, coordenador da comunidade São Pedro/Maceno, no Lago Sapucuá, em Oriximiná.

Ricardo de Carvalho, também morador da comunidade São Pedro/Maceno, destacou o impacto das oficinas, especialmente no fortalecimento da educação e do diálogo com a empresa: “Tudo que envolve educação é muito importante para nós, seja ambiental ou em qualquer outra área. Esses projetos são fundamentais. Eu acredito que, com a chegada dessas iniciativas, o diálogo com a MRN vai melhorar ainda mais. Já temos uma relação antiga, mas agora a expectativa é que seja ainda melhor para a comunidade”, ressaltou.

Com base nos resultados obtidos, a MRN deu início à estruturação de um conjunto de ações, inseridas no Programa de Educação Ambiental do PLT, voltados aos principais desafios identificados durante o diagnóstico. Entre as iniciativas previstas estão ações de formação de lideranças, incentivo à participação social, capacitação para prevenção de queimadas, geração de renda com base em práticas sustentáveis, incluindo o turismo comunitário, educação ambiental voltada ao uso sustentável dos recursos pesqueiros, recuperação de nascentes, conservação de recursos hídricos e promoção da navegação segura.

Segundo Roselene Breda, os próximos passos incluem a consolidação dos diagnósticos, respeitando as especificidades de cada território, a estruturação do Programa de Educação Ambiental do PLT e a implementação dos projetos junto às comunidades. “O DSAP é uma ferramenta estratégica que fortalece o relacionamento entre a MRN e as comunidades, contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável, inclusivo e conectado com a realidade local”, afirmou.

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23/03/2026 13:12

Soltura de quelônios reforça conservação ambiental e mobiliza comunidades no Oeste do Pará

Ação do Projeto Pé-de-Pincha reuniu comunitários e parceiros dos municípios de Terra Santa e Oriximiná. No total, mais de 55 mil filhotes foram devolvidos à natureza

Milhares de filhotes de quelônios retornaram à natureza durante as ações do Projeto Pé-de-Pincha, realizadas em Terra Santa e Oriximiná, no oeste do Pará. A soltura reuniu comunitários e parceiros dos dois municípios, marcando o momento final de um trabalho de conservação ambiental, que devolveu à natureza 55.899 filhotes, sendo 52.168 tracajás, 875 iaçás, 2.577 tartarugas e 279 irapucas.

Com mais de 27 anos de atuação na região, o Projeto Pé-de-Pincha se consolidou como uma das mais importantes iniciativas de conservação de quelônios da Amazônia. A soltura é a fase final do ciclo de acompanhamento e monitoramento que ocorreu em 31 comunidades, resultado do trabalho conjunto entre moradores, instituições de pesquisa e parceiros como Mineração Rio do Norte (MRN), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), e a prefeitura de  de Terra Santa, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mineração (SEMMAM).

A coordenadora do projeto em Oriximiná e representante da UFAM, Sandra Azevedo, destacou que os resultados têm sido significativos ao longo dos anos. “Aqui no município de Terra Santa, onde o projeto começou, nós vemos claramente o impacto desse trabalho. Quando o Pé-de-Pincha chega em uma área, aumenta a quantidade de peixe, a biodiversidade e todo o equilíbrio do meio. Muitos dos animais que desovam aqui hoje são filhotes produzidos ao longo do projeto. Essas tartarugas estão voltando para desovar no local onde habitavam antigamente”, explicou.

Para os comunitários, participar da soltura representa um sentimento de cuidado e responsabilidade com a natureza. Moradora da comunidade Boa Nova, no município de Oriximiná, Josineide Castro, 43 anos, destacou a importância do envolvimento local na preservação da espécie. “É um sentimento muito grande de carinho e de cuidado com a soltura dos quelônios. Eu também faço parte do projeto e a gente aprende que quanto mais cuidado tiver com a natureza, mais a gente ajuda essas espécies a continuarem existindo, mesmo com tantos desafios e predadores”, afirmou.

O projeto também é resultado da troca de conhecimentos entre comunidades e instituições de ensino. A estudante de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Andreiva Araújo, 29 anos, ressaltou o aprendizado que ocorre no contato direto com os moradores da região. “A gente aprende muito com os comunitários, porque eles têm a vivência do dia a dia. Quando juntamos o conhecimento da universidade com o conhecimento deles, conseguimos entender melhor o processo e perceber que esse trabalho gera resultados para as próximas gerações”, destacou.

O coordenador técnico de campo, em Terra Santa, João Alfredo Duarte, também ressaltou o papel fundamental da MRN no desenvolvimento e continuidade do projeto. Para ele, a atuação da empresa ultrapassou o apoio financeiro e reforçou uma presença essencial no território. “A importância da MRN não está apenas no patrocínio ao projeto em Terra Santa. Essa ação da iniciativa privada é muito significativa para a conservação da fauna silvestre, e a empresa também tem contribuído em um aspecto de grande relevância social”, pontuou.

A voluntária Maria Pontes também ressaltou o significado emocional e comunitário do trabalho desenvolvido pelo projeto em Terra Santa. Para ela, cada etapa do processo reforçou a dimensão coletiva e o impacto para o futuro. “Para nós que trabalhamos nesse projeto, isso significa muita coisa. Principalmente por causa dos filhotes, que vão crescer e permanecer para as novas gerações. É algo que fica para o futuro”, disse.

Genilda Cunha, coordenadora de programas e projetos, incluindo Pé-de-Pincha pela MRN, ressaltou a importância da integração entre ciência, comunidade e iniciativa privada dentro do  projeto. “Para a MRN é uma grande satisfação trabalhar e apoiar esse projeto, estar junto com grandes instituições de ensino que propagam conhecimento e fortalecem as ações dentro dos municípios e estados. A gente faz essa troca de saberes com os comunitários, integrando o saber técnico dos profissionais da academia como os graduandos, mestres, doutores e pós-doutores com o saber local através das lideranças do projeto na comunidade e demais comunitários voluntários. Essa união fortalece a manutenção da vida, a conservação do meio ambiente e, principalmente, a preservação da biodiversidade na Amazônia”, afirmou.

Um dos pioneiros na iniciativa, o agricultor Eduardo Gonçalves, 65 anos, da comunidade Castanhal, em Oriximiná, acompanhou de perto o crescimento do projeto ao longo das últimas décadas. Segundo ele, a mobilização das comunidades foi essencial para transformar a realidade da região. “No início, a gente via muita predação dos animais. Então nos reunimos para buscar conhecimento e encontrar uma forma de preservar. Hoje o projeto envolve várias comunidades e cada vez mais pessoas entendem que esse trabalho é importante para garantir a natureza para as futuras gerações”, ressaltou.

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