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06/05/2026 16:56

MRN obtém Licença de Instalação do Projeto Novas Minas e abre caminho para estender operações até 2041

Maior produtora de bauxita do país prevê investimentos de R$ 9 bilhões nos próximos 15 anos, com forte contribuição para o desenvolvimento regional

A Mineração Rio do Norte (MRN) obteve, nesta quarta-feira (29), a Licença de Instalação (LI) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o Projeto Novas Minas (PNM), empreendimento que assegura a continuidade das operações no Oeste do Pará. A licença autoriza o início das obras de implantação do projeto e representa um marco no processo de licenciamento ambiental iniciado em 2018. Com o PNM, a empresa prevê investimentos de R$ 9 bilhões entre 2027 e 2041, contribuindo para a manutenção de mais de 6,9 mil empregos e para o fortalecimento da economia regional.

A emissão da LI ocorreu após a manifestação técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que reconheceu não haver impedimentos para prosseguimento do licenciamento, incluindo a análise das questões relacionadas às comunidades quilombolas. O diretor de Sustentabilidade e Jurídico da MRN, Vladimir Senra Moreira, destaca a importância da etapa alcançada: “A concessão da LI confirma a consistência técnica e jurídica do projeto e o compromisso da MRN com a mineração responsável na Amazônia. Esse avanço é resultado de muito trabalho, planejamento, diálogo e respeito às comunidades e às instituições”.

O Novas Minas é um projeto de transição responsável, que estende a operação da MRN pelos próximos 15 anos, com produção anual de 12,5 milhões de toneladas de bauxita. O empreendimento preserva 7,5 mil empregos, sendo 85% ocupados por paraenses, gera de R$ 380 milhões anuais em impostos e contribuições, além de R$ 727,5 milhões em compras locais. “O PNM é decisivo para o futuro da MRN e do Oeste do Pará. Além do efeito econômico em cadeia, ele incorpora as melhores práticas do mercado, aliando inovação, eficiência operacional e responsabilidade socioambiental”, afirma Guido Germani, CEO da MRN. 

Com a licença, a MRN está autorizada a iniciar a implantação do Novas Minas, que inclui a preparação de áreas, construção de infraestrutura operacional, acessos, estruturas de apoio e demais intervenções necessárias para viabilizar a nova fase produtiva. O projeto abrange a mineração de bauxita em cinco novos platôs, Rebolado, Escalante, Jamari, Barone e Cruz Alta Leste, localizados nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro. Para a fase de implantação, estão previstas 2.300 novas vagas de emprego, além da ampliação dos investimentos sociais, ambientais e de infraestrutura nas comunidades ribeirinhas e quilombolas da região. 

Histórico do licenciamento

O licenciamento do Projeto Novas Minas teve início em 2018, com a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), conduzido por consultoria independente, e a realização de audiências públicas em Oriximiná, Terra Santa e Faro. Também foi desenvolvido o Estudo do Componente Quilombola (ECQ), que avaliou os impactos socioterritoriais nas comunidades do Boa Vista e do Alto Trombetas II, incluindo a realização de Consulta Livre, Prévia e Informada, conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Com base nesses estudos, foram estruturados o Plano de Gestão Ambiental (PGA) e o Plano Básico Ambiental Quilombola (PBAQ), voltados à prevenção, mitigação e compensação de impactos, com participação das comunidades e acompanhamento dos órgãos competentes. A Licença de Instalação resulta desse processo técnico e incorpora soluções eficientes, como o método de Disposição de Rejeitos a Seco em Cava, que traz um ganho ambiental significativo. Todas essas etapas contaram com a análise do Ibama, licenciador do empreendimento, e do Incra, interveniente responsável pela anuência do ECQ. 

Pilar da cadeia do alumínio e da economia brasileira

A bauxita produzida pela MRN é insumo essencial para as refinarias de alumina e estratégica para a cadeia do alumínio nacional e para a balança comercial brasileira. Dada essa relevância para a segurança produtiva e competitividade industrial, o PNM é reconhecido como projeto de interesse nacional. “O Novas Minas tem um papel que vai além da MRN. É fundamental para a sustentabilidade da cadeia do alumínio no Brasil, fortalecer a indústria nacional e contribuir para a economia do país. Estamos falando de um projeto estratégico, que conecta produção, emprego, desenvolvimento regional e competitividade industrial”, finaliza Guido Germani.

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09/04/2026 12:44

Diagnóstico participativo fortalece diálogo entre MRN e comunidades e orienta ações socioambientais no Projeto Linha de Transmissão

O Diagnóstico Socioambiental Participativo (DSAP) vem se consolidando como uma importante ferramenta de escuta, planejamento e relacionamento entre a Mineração Rio do Norte (MRN) e as comunidades localizadas na área de influência direta do Projeto Linha de Transmissão (PLT). O DSAP, em conjunto com os impactos identificados no Estudo de Impacto Ambiental, é a base para a estruturação do Programa de Educação Ambiental do PLT.

Desenvolvido a partir de diretrizes metodológicas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e em atendimento à condicionantes socioambientais do Plano de Gestão Ambiental do PLT, o processo busca compreender a realidade socioterritorial sob a perspectiva dos próprios moradores, garantindo que as ações socioambientais sejam construídas de forma mais assertiva e alinhada às necessidades locais.

De acordo com a analista de Relações Comunitárias da MRN, Roselene Breda, o principal objetivo do DSAP é promover uma escuta qualificada e transformar esse conhecimento em iniciativas concretas dentro do Programa de Educação Ambiental do PLT. “O diagnóstico socioambiental participativo funciona como um instrumento de diálogo e fortalecimento da participação social, permitindo que as ações sejam construídas em conjunto com as comunidades, de forma transparente e alinhada às suas realidades”, explicou.

A execução do DSAP abrangeu as 19 comunidades da Área de Influência Direta do PLT, situadas nas regiões dos lagos Sapucuá, Caipuru e Xiriri, além de localidades às margens do rio Trombetas, no município de Oriximiná, oeste paraense. A partir desse processo, já foi possível identificar demandas prioritárias, potencialidades locais e desafios relacionados à implantação do empreendimento, além de fortalecer a organização comunitária e o engajamento dos moradores.

As oficinas de devolutiva, realizadas individualmente em cada comunidade, registraram participação expressiva e a percepção das comunidades reforça a importância do processo: “Foi muito importante para nós, não só para mim, mas para todos os comunitários. Esse momento trouxe mais informação, alertou a gente sobre muitas coisas que, às vezes, a gente não tem acesso. E foi essencial sermos ouvidos”, afirmou Cleudivaldo Barbosa, coordenador da comunidade São Pedro/Maceno, no Lago Sapucuá, em Oriximiná.

Ricardo de Carvalho, também morador da comunidade São Pedro/Maceno, destacou o impacto das oficinas, especialmente no fortalecimento da educação e do diálogo com a empresa: “Tudo que envolve educação é muito importante para nós, seja ambiental ou em qualquer outra área. Esses projetos são fundamentais. Eu acredito que, com a chegada dessas iniciativas, o diálogo com a MRN vai melhorar ainda mais. Já temos uma relação antiga, mas agora a expectativa é que seja ainda melhor para a comunidade”, ressaltou.

Com base nos resultados obtidos, a MRN deu início à estruturação de um conjunto de ações, inseridas no Programa de Educação Ambiental do PLT, voltados aos principais desafios identificados durante o diagnóstico. Entre as iniciativas previstas estão ações de formação de lideranças, incentivo à participação social, capacitação para prevenção de queimadas, geração de renda com base em práticas sustentáveis, incluindo o turismo comunitário, educação ambiental voltada ao uso sustentável dos recursos pesqueiros, recuperação de nascentes, conservação de recursos hídricos e promoção da navegação segura.

Segundo Roselene Breda, os próximos passos incluem a consolidação dos diagnósticos, respeitando as especificidades de cada território, a estruturação do Programa de Educação Ambiental do PLT e a implementação dos projetos junto às comunidades. “O DSAP é uma ferramenta estratégica que fortalece o relacionamento entre a MRN e as comunidades, contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável, inclusivo e conectado com a realidade local”, afirmou.

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23/03/2026 13:12

Soltura de quelônios reforça conservação ambiental e mobiliza comunidades no Oeste do Pará

Ação do Projeto Pé-de-Pincha reuniu comunitários e parceiros dos municípios de Terra Santa e Oriximiná. No total, mais de 55 mil filhotes foram devolvidos à natureza

Milhares de filhotes de quelônios retornaram à natureza durante as ações do Projeto Pé-de-Pincha, realizadas em Terra Santa e Oriximiná, no oeste do Pará. A soltura reuniu comunitários e parceiros dos dois municípios, marcando o momento final de um trabalho de conservação ambiental, que devolveu à natureza 55.899 filhotes, sendo 52.168 tracajás, 875 iaçás, 2.577 tartarugas e 279 irapucas.

Com mais de 27 anos de atuação na região, o Projeto Pé-de-Pincha se consolidou como uma das mais importantes iniciativas de conservação de quelônios da Amazônia. A soltura é a fase final do ciclo de acompanhamento e monitoramento que ocorreu em 31 comunidades, resultado do trabalho conjunto entre moradores, instituições de pesquisa e parceiros como Mineração Rio do Norte (MRN), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), e a prefeitura de  de Terra Santa, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mineração (SEMMAM).

A coordenadora do projeto em Oriximiná e representante da UFAM, Sandra Azevedo, destacou que os resultados têm sido significativos ao longo dos anos. “Aqui no município de Terra Santa, onde o projeto começou, nós vemos claramente o impacto desse trabalho. Quando o Pé-de-Pincha chega em uma área, aumenta a quantidade de peixe, a biodiversidade e todo o equilíbrio do meio. Muitos dos animais que desovam aqui hoje são filhotes produzidos ao longo do projeto. Essas tartarugas estão voltando para desovar no local onde habitavam antigamente”, explicou.

Para os comunitários, participar da soltura representa um sentimento de cuidado e responsabilidade com a natureza. Moradora da comunidade Boa Nova, no município de Oriximiná, Josineide Castro, 43 anos, destacou a importância do envolvimento local na preservação da espécie. “É um sentimento muito grande de carinho e de cuidado com a soltura dos quelônios. Eu também faço parte do projeto e a gente aprende que quanto mais cuidado tiver com a natureza, mais a gente ajuda essas espécies a continuarem existindo, mesmo com tantos desafios e predadores”, afirmou.

O projeto também é resultado da troca de conhecimentos entre comunidades e instituições de ensino. A estudante de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Andreiva Araújo, 29 anos, ressaltou o aprendizado que ocorre no contato direto com os moradores da região. “A gente aprende muito com os comunitários, porque eles têm a vivência do dia a dia. Quando juntamos o conhecimento da universidade com o conhecimento deles, conseguimos entender melhor o processo e perceber que esse trabalho gera resultados para as próximas gerações”, destacou.

O coordenador técnico de campo, em Terra Santa, João Alfredo Duarte, também ressaltou o papel fundamental da MRN no desenvolvimento e continuidade do projeto. Para ele, a atuação da empresa ultrapassou o apoio financeiro e reforçou uma presença essencial no território. “A importância da MRN não está apenas no patrocínio ao projeto em Terra Santa. Essa ação da iniciativa privada é muito significativa para a conservação da fauna silvestre, e a empresa também tem contribuído em um aspecto de grande relevância social”, pontuou.

A voluntária Maria Pontes também ressaltou o significado emocional e comunitário do trabalho desenvolvido pelo projeto em Terra Santa. Para ela, cada etapa do processo reforçou a dimensão coletiva e o impacto para o futuro. “Para nós que trabalhamos nesse projeto, isso significa muita coisa. Principalmente por causa dos filhotes, que vão crescer e permanecer para as novas gerações. É algo que fica para o futuro”, disse.

Genilda Cunha, coordenadora de programas e projetos, incluindo Pé-de-Pincha pela MRN, ressaltou a importância da integração entre ciência, comunidade e iniciativa privada dentro do  projeto. “Para a MRN é uma grande satisfação trabalhar e apoiar esse projeto, estar junto com grandes instituições de ensino que propagam conhecimento e fortalecem as ações dentro dos municípios e estados. A gente faz essa troca de saberes com os comunitários, integrando o saber técnico dos profissionais da academia como os graduandos, mestres, doutores e pós-doutores com o saber local através das lideranças do projeto na comunidade e demais comunitários voluntários. Essa união fortalece a manutenção da vida, a conservação do meio ambiente e, principalmente, a preservação da biodiversidade na Amazônia”, afirmou.

Um dos pioneiros na iniciativa, o agricultor Eduardo Gonçalves, 65 anos, da comunidade Castanhal, em Oriximiná, acompanhou de perto o crescimento do projeto ao longo das últimas décadas. Segundo ele, a mobilização das comunidades foi essencial para transformar a realidade da região. “No início, a gente via muita predação dos animais. Então nos reunimos para buscar conhecimento e encontrar uma forma de preservar. Hoje o projeto envolve várias comunidades e cada vez mais pessoas entendem que esse trabalho é importante para garantir a natureza para as futuras gerações”, ressaltou.

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05/03/2026 13:12

O protagonismo feminino que move a mineração na Amazônia

A MRN celebra as mulheres que elevam o padrão de excelência da empresa

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a MRN destaca a trajetória de profissionais que acabam de conquistar a certificação internacional PMP (Project Management Professional), uma das credenciais mais reconhecidas no mundo em gestão de projetos. A conquista reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de pessoas e a excelência em gestão, ao mesmo tempo em que evidencia o protagonismo feminino em um setor historicamente marcado pela predominância masculina.

Entre as profissionais certificadas estão as engenheiras Isabelle Vasconcelos, Thays Alves Farias, ambas da área de Planejamento & Controle Físico, e Flavia dos Santos Barcelos, engenheira de Planejamento. Suas histórias revelam dedicação, coragem, disciplina e uma relação madura com desafios, virtudes que refletem a presença cada vez maior de mulheres em posições estratégicas na mineração.

Ainda na infância, Isabelle não imaginava ocupar um cargo de liderança, mas já demonstrava características que hoje reconhece como fundamentais em sua trajetória. “Essas características foram aflorando e acabaram me direcionando para a engenharia e, depois, para a gestão de projetos. O que mais me impulsiona até hoje é justamente essa base: a vontade de evoluir, de fazer bem feito e de gerar valor, talvez eu não soubesse exatamente onde chegaria, mas já tinha dentro de mim o comportamento de quem queria construir algo relevante e bem feito, o que conversa muito com a minha dinâmica de trabalho dentro da MRN, em especial na área de Projetos”, pontuou.

O processo de preparação para a certificação trouxe a Isabelle importantes descobertas pessoais, incluindo a capacidade de manter disciplina, foco e resiliência mesmo diante de uma rotina exigente. “​​Mais do que o conteúdo técnico, o processo me trouxe um nível maior de autogestão. Acho que o principal aprendizado foi perceber que eu consigo sustentar um bom nível de desempenho a longo prazo. Isso fortaleceu minha confiança não só como profissional, mas também como alguém capaz de assumir desafios cada vez maiores com responsabilidade e maturidade”, destacou.

O propósito de inspirar outras mulheres

Para Thays Alves Farias, o ingresso na mineração foi marcado por insegurança. Em seu primeiro dia, diante de líderes altamente qualificados e certificados, sentiu o peso de precisar provar que merecia estar ali não por ser mulher, mas por sua competência. “Esse início foi desafiador, porque aquela versão inicial de mim queria construir uma carreira sólida. Em vários momentos pensei em desistir, por conta da distância da família e do trabalho remoto. Mas meu propósito de construir uma carreira sólida e inspirar outras mulheres sempre falou mais alto”, recordou.

A jornada até a certificação PMP® também exigiu sacrifícios significativos. Thays conta sobre dias difíceis, noites de estudo e a necessidade de abrir mão de momentos importantes em sua vida particular. “O mais difícil na preparação para o PMP foi, sem dúvida, conciliar a rotina com os estudos. Trabalhar, estudar, manter vida social e ainda cuidar da saúde foi extremamente desafiador. Mas eu sempre tive claro que era algo temporário e que, naquele momento, meu foco precisava ser a certificação. E, claro, eu não consegui nada sozinha: contei com muito apoio da minha família e dos amigos e do meu marido, que resolveu estudar comigo para me ajudar no processo”, disse.

Flavia dos Santos Barcelos, que também recebeu a certificação, destaca que sua maior insegurança sempre esteve relacionada às expectativas que colocava sobre si mesma. “Minha maior insegurança foi lidar com questionamentos sobre estar à altura das expectativas, especialmente as que tenho com relação a mim mesma. Com o tempo, transformei isso em vontade de aprender mais, estudar e buscar certificações. Hoje, essa insegurança virou um impulso para evoluir e entender que ninguém precisa saber tudo, mas precisa estar aberto a sempre aprender ", explicou.

No início da carreira, Flávia questionava se conseguiria se adequar ao ritmo, à responsabilidade e ao nível de exigência da área. Mas com o tempo, adotou técnicas que facilitam a sua rotina e da equipe. “Eu aprendi que, em projetos complexos, é importante organizar as prioridades e dividir os problemas em partes menores. Planejamento e comunicação ajudam muito a diminuir a pressão e alinhar as expectativas, permitindo calibrar a rota, quando necessário. Cuido bastante do meu equilíbrio emocional, através de leituras e autocuidado de forma a estar em boas condições para lidar com as pessoas à minha volta. Este equilíbrio me ajuda a ter clareza e foco nas decisões e para executar meu trabalho”, detalhou. 

As histórias de Isabelle, Thays e Flavia mostram que a presença feminina em áreas estratégicas não é apenas resultado de políticas corporativas, mas de trajetórias individuais marcadas por persistência, técnica e autoconfiança. Suas conquistas, agora reconhecidas internacionalmente, representam muito mais do que uma chancela profissional, são evidências de transformação, inspiração e avanço coletivo.

Neste mês especial, em que o mundo reforça a importância da equidade, representatividade e fortalecimento da voz feminina, a MRN celebra as mulheres que elevam o padrão de excelência da empresa, no setor de mineração, e que abrem caminhos para as próximas gerações de lideranças.

A MRN desenvolve uma estratégia estruturada de Diversidade, Equidade e Inclusão por meio do programa “MRN pra Todos”, que orienta ações para ampliar a participação feminina em todos os níveis da empresa. Com o “Projeto Lidera Mulher”, que na edição de 2025 reuniu cerca de 300 participantes, foram realizados encontros sobre oportunidades profissionais, empreendedorismo e planejamento financeiro. A empresa também mantém iniciativas voltadas às comunidades do entorno, como o programa “Portas Abertas”, que promove a inserção feminina em funções administrativas, fortalece a presença de mulheres em posições de liderança por meio da Gestão de Sucessão, e estabelece metas corporativas de representatividade integradas ao planejamento estratégico de pessoas.

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02/03/2026 13:12

MRN entrega base flutuante para fortalecer monitoramento ambiental para o PAE Sapucuá-Trombetas, em Oriximiná

Empresa aproveitou a solenidade para anunciar outra boa notícia ao território: investimentos de cerca de R$ 4 milhões para projeto de cartografia social, fundiária e ambiental

A Mineração Rio do Norte (MRN) realizou nesta quarta-feira (26) a entrega oficial de uma base flutuante destinada ao monitoramento ambiental e à gestão comunitária da pesca no Lago Sapucuá, em Oriximiná, no oeste do Pará. O investimento foi de R$ 330 mil e beneficiará diretamente as 14 comunidades do Lago Sapucuá, que pertencem ao Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Sapucuá-Trombetas, que reúne cerca de 1.500 famílias, em 30 comunidades ribeirinhas representadas pela ACOMTAGS..

A estrutura dará suporte às ações de monitoramento ambiental, em especial em relação aos recursos pesqueiros, contribuindo para coibir a pesca predatória, garantir o cumprimento dos períodos de defeso e fortalecer a preservação da biodiversidade aquática na região. Segundo Jessica Naime, gerente-geral de Relacionamento e Responsabilidade Social Corporativa da MRN, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável e com o fortalecimento e a autonomia das comunidades da região do Lago Sapucuá.

“A entrega desse flutuante representa um marco na construção da gestão territorial para as comunidades do PAE Sapucuá-Trombetas que é o monitoramento pesqueiro, uma educação ambiental e a possibilidade de que eles façam essa gestão dos seus recursos. Então é uma grande alegria estar inaugurando isso hoje, com a presença de parceiros importantes e outros representantes da sociedade civil, das comunidades que possam se apropriar dessa entrega, permitindo o monitoramento ambiental e fortalecendo a gestão comunitária”, pontuou.

Na ocasião, a MRN também apresentou o projeto de Cartografia Social. Com investimento estimado de aproximadamente R$ 4 milhões, o projeto contempla o mapeamento fundiário, ambiental e social do território. Essa iniciativa será fundamental para a regularização fundiária do assentamento junto ao Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e ao Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra), bem como para a regularização ambiental junto ao Governo do Estado.

“Essa cartografia social que a gente anuncia hoje, inaugura um novo marco também para conhecer o território, apoiando a regularização fundiária e ambiental aqui da região. Com isso, a gente também consegue construir bases para a definição das estratégias de desenvolvimento socioambiental e econômico do território, além de viabilizar acesso a crédito e a outras políticas públicas pelos comunitários”, explicou Jessica Naime.

A base flutuante integra as estratégias do Acordo de Pesca dos Lagos Sapucuá e Paraná Matapi, construído de forma participativa entre as comunidades e o Governo do Estado, com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (SEMAS), responsável por mobiliar a estrutura e oferecer suporte técnico às atividades de monitoramento e fiscalização. De acordo com Rodolpho Zahluth Bastos, Secretário-Adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da SEMAS, a nova base amplia a capacidade de fiscalização comunitária e fortalece a governança local. 

“Estamos contentes em fazer parte da entrega desse equipamento que vai servir como dissuasão de atividades ilegais dentro de territórios comunitários de pesca. Aqui, temos acordos de pesca comunitária que servem para manter a cidadania da pesca artesanal no lago. Muitas vezes, pessoas de fora tentam ocupar o espaço e fazem arrastões de pesca de forma ilegal. Então, esse equipamento vai servir para uma base importante onde a população estará presente e outros órgãos fazendo a manutenção dessa pesca artesanal”, destacou.

Para Emerson Carvalho da Silva, diretor administrativo da Associação das Comunidades das Glebas Trombetas e Sapucuá (ACOMTAGS), a base representa um avanço para as comunidades ribeirinhas. “O nosso primeiro acordo de pesca já tem mais de 20 anos. Existia um escritório do Ibama na região, mas as comunidades já faziam esse monitoramento, porque somos os guardiões desse território. Então, se você não impede e fiscaliza essa pesca predatória, quem vai passar fome somos nós. A entrega desse flutuante é um sonho realizado das comunidades. Junto com outros parceiros, como é o caso da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, da Polícia Militar e outros que também querem trabalhar, vamos impedir essa prática da pescaria ilegal”, disse.

Com a entrega da base flutuante, a MRN reforça o apoio às iniciativas construídas em parceria com as comunidades e instituições públicas, contribuindo para o monitoramento contínuo dos recursos naturais e para o uso sustentável do território no oeste do Pará. A iniciativa conta ainda com a parceria do Instituto Igarapé Nhamundá, que atua na região com projetos voltados à conservação ambiental, manejo da fauna aquática e educação ambiental.

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23/01/2026 08:49

Diálogo e participação comunitária no Projeto Linha de Transmissão da MRN

A relação entre comunidades e empreendimentos no território se constrói quando a informação circula com clareza. Foi com esse entendimento que lideranças da Associação das Comunidades da Gleba Trombetas e Gleba Sapucua (ACOMTAGS) participaram, no dia 17 de janeiro, de uma reunião na sede da associação para conhecer as atualizações sobre as obras e atividades do Projeto Linha de Transmissão (PLT) da Mineração Rio do Norte (MRN).

O encontro teve foco nos aspectos socioambientais do projeto e abriu espaço para que os comunitários pudessem tirar dúvidas, ouvir explicações técnicas e acompanhar mais de perto como as ações estão sendo conduzidas no território onde vivem. Após a reunião, integrantes da diretoria da ACOMTAGS e comunitários realizaram uma visita técnica à balsa-alojamento ancorada no Canteiro C2, operada pela empresa Tabocas. A visita teve como objetivo conhecer a estrutura, compreender seu funcionamento e avaliar a possibilidade de uso da balsa em etapas futuras da obra.

Morador da comunidade Tapixauá, Altino da Silva Lopes explica que a iniciativa surgiu da necessidade de responder às preocupações que circulam entre os comunitários. “A gente escuta muitas coisas que acabam deixando o pessoal preocupado, por isso viemos conferir de perto. Hoje faço parte da associação para ajudar no que for necessário, e conhecer esse projeto assim, olhando e perguntando, foi muito importante. Esse diálogo é positivo porque depois a gente consegue explicar para quem não participou o que realmente está acontecendo e o que pode ser bom para a comunidade”, afirmou.

Para o diretor administrativo da ACOMTAGS, Emerson Carvalho, a visita foi fundamental para avaliar a responsabilidade da operação no território. “Viemos conhecer essa balsa que a MRN está apresentando para servir de alojamento aos trabalhadores. Para nós, foi importante ver de perto a capacidade técnica, a acomodação e os processos de tratamento de resíduos. O que percebemos é que existe um padrão que atende às exigências legais e ambientais, e isso traz mais segurança para repassar as informações às comunidades”, destacou.

Emerson reforça que a expectativa das lideranças é que o respeito ao território esteja no centro das próximas etapas. “Não basta ter estrutura, é preciso responsabilidade. Quem vem para trabalhar precisa respeitar o nosso território e o nosso povo. O que a gente quer é manter o diálogo, a transparência e a parceria que temos hoje com a MRN. É assim que conseguimos seguir de forma saudável para todo mundo”, concluiu.

Para a Analista de Relações Comunitárias Sênior da MRN, Roselene Breda, a visita técnica reforça a importância do diálogo direto com as comunidades. “Apresentamos, na prática, como funciona a balsaalojamento e os cuidados adotados para atender às exigências ambientais. Esse contato próximo ajuda a esclarecer dúvidas, reduzir preocupações e fortalecer uma relação baseada na transparência e na escuta ao longo do projeto”, afirmou. 

Ao manter o diálogo aberto e promover a participação ativa das comunidades em cada etapa do Projeto Linha de Transmissão, a MRN reafirma seu compromisso com uma atuação construída no território e com quem vive nele. A troca transparente, o acompanhamento de perto e o respeito aos saberes locais fortalecem uma relação baseada na confiança e na corresponsabilidade, criando bases fortes para que o desenvolvimento aconteça de forma equilibrada, com benefícios reais para as comunidades e para as futuras gerações.

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